A sociedade ocidental, nalguns momentos específicos, tem sido regida por algum tipo de otimismo. Antes da Segunda Guerra mundial, por exemplo, muitos acreditavam que o avanço científico iria eliminar definitivamente as mazelas da humanidade. Porém, com a eclosão da Guerra, o otimismo ficou, pelo menos em parte, soterrado pelos escombros produzidos pelas bombas, que por sinal eram frutos do avanço científico. A situação, entretanto, não mudou. O que tem alterado é o fundamento da confiança da sociedade contemporânea. O foco agora são outros, dentre os quais citamos a educação. Hoje, fala-se bastante sobre educação. Muitos acreditam que as mudanças sociais alcançarão o seu êxito por intermédio da instrução. Acredita-se que com a educação teremos uma sociedade mais justa, que a malignidade do indivíduo que compõe a sociedade será extirpada. Muitas outras esperanças vêm acompanhadas no bojo daquilo que as pessoas esperam da educação. Não que sejamos contra a uma melhor educação, absolutamente não somos contra, pelo contrário, fazemos coro com aqueles que militam por uma educação para todos, indistintamente da classe social e cor da pele, assim como pela inclusão social mais larga. Como cristão, contudo, verdade seja dita, a sociedade pode e deve pleitear por uma educação mais ampla e mais eficaz. Entretanto, que fique claro, a educação pode até informar o intelecto e preparar as pessoas para a inclusão social e econômica, pode ampliar e tantas vezes tem ampliado as possibilidades no mercado de trabalho, mas não pode mudar o coração nem transformar o comportamento pecaminoso do ser humano. Todavia, o que a educação não pode fazer, a graça salvadora faz. A manifestação da graça salvadora vem acompanhada de múltiplos benefícios. A graça nos alcança caídos e coloca-nos de pé, encontra-nos com o entendimento obscurecido e ilumina a nossa mente. A graça tem um método, um alvo e um conteúdo. Além de salvar, matricula o homem na escola da piedade. Observe o que afirma a Escritura: “Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos [...] sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.12). Veja, portanto, educa aquele que nasceu de novo. Sua finalidade é conformar-nos à imagem do Filho de Deus. Ensinar-nos a viver conforme a nova vida que recebemos. A graça que salva, educa e prepara o crente para uma vida santa. A graça no seu exercício pedagógico desconstrói os fundamentos velhos e edifica novos pilares, substitui hábitos pecaminosos por hábitos santos, remove os valores mundanos pelos do reino de Deus. Nosso destino é o céu e a graça nos prepara para vivermos como cidadãos da pátria celestial aqui e agora. A instrução da graça começa aqui na terra e termina com o nosso ingresso no céu. Você que foi alçado pela graça ore assim: Senhor Deus, ensina-me a cada dia a respeito da tua graça. Por favor instrua-me mais e mais. Que o meu entendimento acerca da graça me estimule a colocá-la em prática em minha vida cotidiana. Em nome de Jesus. Amém.

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