Aos trinta e um dias deste mês celebram-se os quinhentos e dois anos da Reforma Protestante. É possível que muitos crentes desconheçam ainda o que foi, como se deu e por que se deu essa Reforma. Mas é necessário conhecermos nossa história. Antes do famoso 31 de outubro de 1517, aconteceram alguns movimentos dos chamados pré-reformadores, dentre os quais destacamos: 1 – O movimento de John Wycliff, ainda no século XIV. Este foi um sacerdote e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que atacou as irregularidades do clero, as superstições (veneração dos santos, peregrinações etc.), a transubstanciação, as indulgências, o purgatório, o celibato clerical e as pretensões papais. 2 – O movimento de John Huss, no século XV. Este foi um sacerdote e professor da Universidade de Praga, na Boêmia, ele foi influenciado pelos escritos de Wycliff e defendia que o cabeça da Igreja era Cristo e não o Papa; além disso, defendia a suprema autoridade das Escrituras. A Igreja tinha se afastado das Escrituras trazendo doutrinas que não tinham base nenhuma na Palavra de Deus. Wycliff, Hus e outros foram mortos porque buscaram fazer o que era certo, retornar aos ensinos fundamentais de Cristo. Ainda no século XV houve um interesse muito grande pelas literaturas antigas em suas línguas originais, incluindo a Bíblia. Foi neste período que surgiram as primeiras traduções, dentre as quais a do Novo Testamento de Erasmo de Roterdã que foi usada por Lutero. Este, ao estudar as cartas paulinas de Romanos e Gálatas se deparou com a verdade sobre a justiça de Deus. Lutero deixou de ver a justiça de Deus como um ato de severidade e começou a entendê-la como um ato de amor que justifica o pecador mediante a fé em Jesus Cristo. Isso lhe abriu os olhos e a partir de então combateu as indulgências, a infalibilidade papal e outros dogmas. Então, em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixa noventa e cinco teses à porta da igreja de Wittemberg contra a prática das indulgências (o fiel pagava pelo perdão divino e a salvação). Agora, porém, este ato encoraja outros a se juntarem a esta causa como Úlrico Zwinglio, João Calvino, Guilherme Farel e outros. Todos eles tendo como bandeira “O RETORNO ÀS ESCRITURAS”. A Palavra de Deus é a nossa base, a autoridade máxima das nossas vidas, nosso guia e proteção para a alma, a nossa única regra de fé e prática. Portanto, continuemos firmes neste mesmo propósito dos reformadores que a mais de quinhentos anos nos ensina que para viver segundo a vontade de Deus é necessário “O RETORNO ÀS ESCRITURAS”. Rev Robson Luiz Silva dos Reis

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