“Amores Tóxicos” é o título de um artigo que tive a oportunidade de ler noutro dia. O artigo versa sobre o depoimento de mais de 45.000 brasileiras que resolveram se pronunciar em redes socais sobre abusos sofridos em relacionamentos. Os relatos são chocantes, e causa revolta no cidadão de bem. Os abusos são vários: puxões de cabelos; agressões verbais e físicas; xingamentos; chantagens; humilhações de toda sorte; manipulações; insultos etc. Por causa disso, foi criado no dia 29 de julho de 2019 a campanha “#MeuExAbusivo”. Após a leitura cheguei à conclusão de que existem muitos relacionamentos conjugais precisando ser desintoxicados. Muitos estão em excesso de toxinas acumuladas no organismo relacional. O acúmulo de toxinas no relacionamento acelera o adoecimento e deteriora o casamento. Temo que dentro da igreja tenha muitos casais cujo relacionamento está se deteriorando. Creio que se as mulheres crentes fossem elaborar uma campanha, talvez o título fosse: “#MeuMaridoAbusivo”, mas talvez se alguns homens crentes criassem uma também, seria: “#MinhaEsposaTemperamental”. Claro! Criar uma campanha seria uma grande exposição conjugal e comunitária. Certamente algumas situações se resolveriam, outras piorariam. Por isso, não recomendo tais campanhas na igreja. Todavia, recomendo a dieta bíblica capaz de promover a desintoxicação, pois ela pode salvar e trazer saúde para o seu relacionamento. Primeiro: não protele o problema. Muitos cônjuges conseguem fazer o diagnóstico daquilo que está acontecendo, mas não tomam a iniciativa necessária. Não basta identificar o problema, tem que tratar. Alguns pensam que o tempo vai curar, a tal “patologia do pecado”; uma vez instalado, não irá. Ledo engano. O tempo não sara o relacionamento adoecido. A cura passa por uma medida que envolve ação cristã e uma atitude firme respaldada pelo o ensino da palavra de Deus. O problema precisa ser tratado. A toxina acumulada pelo pecado só é expurgada pelo confronto, porque o confronto resulta na santificação. Segundo: não retenha o perdão. Se por um lado a toxina do pecado no casamento exige confronto, discipulado e aconselhamento; por outro lado, exige igualmente o perdão. O perdão é um santo remédio para curar relações adoecidas. O que muitas vezes culmina a morte do casamento é a falta de perdão. O orgulho é um vírus letal contra o casamento. Não existe antibiótico laboratorial para extirpar a jactância. O único antídoto capaz de vencer o orgulho é a humildade. Único antibiótico eficaz contra o ódio é o amor. Só o amor pode vencer o ressentimento. Só o perdão pode remover definitivamente a toxina da mágoa conjugal. Então, se você quer cura, conceda o perdão ao seu cônjuge. Se quer mesmo voltar a ter saúde, libere o perdão, antes que seja tarde demais. Portanto, chegou a hora de realizar urgentemente a “desintoxicação” de seu relacionamento. Se não o fizer, pode ter certeza que as substâncias tóxicas vão exterminar o seu matrimônio. Não adie o problema, se a crise existe, tome a decisão de resolvê-la. Se teve ofensas, trate de pedir perdão, se tem que perdoar, não deixe na mão do tempo, aquilo que você mesmo tem que fazer. Perdoe, antes que seja tarde demais. Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano

Compartilhe usando: